A última plástica significativa do Honda City ocorreu há dois anos e neste período, mais precisamente no final do ano passado, seu maior rival, o Chevrolet Cobalt, chegou todo renovado ao mercado. Mesmo assim, o City parece não se abalar. Sua hegemonia no segmento coadjuvante dos sedãs compactos continua firme.

De acordo com dados da Fenabrave, que representa os vendedores de veículos, o City ocupa a primeira posição do grupo, com 3.186 unidades vendidas no primeiro bimestre de 2016 (ainda que este resultado venha de uma queda um tanto acentuada entre janeiro e fevereiro, de 1.836 a 1.350 unidades comercializadas). O segundo colocado, justamente o Cobalt, aparece com 2.542 vendas acumuladas até hoje. 

A opção do consumidor pelo Honda City, apesar de ser mais caro que o concorrente direto a partir das versões intermediárias, não é tão surpreendente caso se tenha a oportunidade de testá-lo. Para quem ainda não quer (ou não pode) investir em um sedã médio, mas não abre mão de um bom desempenho, espaço e equipamentos interessantes, o City é uma boa saída. 

A nova grade frontal deixou a frente do City mais bonita

A versão intermediária, EX, que avaliamos, parte de R$ 72.500. A lista de equipamentos dela é interessante, com destaque para a direção elétrica, volante com regulagem de altura e profundidade, ar-condionado digital com comandos sensíveis ao toque, sistema de som com visor LCD de 5” e conectividade bluetooth e piloto automático.

Embora seja tido como mais refinado, o acabamento interno do City ainda apela para materiais comuns, do tipo plástico rígido pelo painel e portas, além de um visual bastante sóbrio, todo preto. Ao menos a disposição dos botões no painel é bastante funcional, facilitando a vida do motorista para alcançar os comandos enquanto ele guia.

O interior é caprichado em termos de qualidade de montagem

Quanto ao espaço interno, os passageiros não terão muito o que reclamar da cabine do City. Ele abriga quatro pessoas com conforto para pernas e ombros (para os mais altos, a altura mais baixa do teto por incomodar um pouco). Um quinto passageiro ali já começará a prejudicar um pouco o espaço, mas nada que torne uma viagem curta insuportável.

RODANDO COM O CITY
O conjunto motriz da linha 2016 continua o mesmo: motor 1.5 flex de 116 cv, trabalhando com uma caixa de câmbio continuamente variável (CVT). O propulsor entrega um desempenho bastante agradável, especialmente para a vida urbana, com boas saídas em faróis e facilidade para atingir os limites das vias, o que torna o rodar mais prazeroso. 

Outro ponto positivo do motor é a eficiência. Em nosso teste, o City obteve média de 8,1 km/l de consumo de etanol na cidade e 11,5 km/l na estrada. 

O maior destaque na traseira são as novas lanternas

A suspensão é bem calibrada, conseguindo absover os impactos gerados por buracos e lombadas, sem prejudicar o conforto. Uma crítica fica por conta da altura em relação ao solo, pois diversas vezes o protetor de cárter raspa em quase todas as valetas.

O motor 1.5 de 116 cv entregou consumo de 8,1 km/l na cidade

Como citamos a eficiência do City, o grande responsável por ela é, certamente o câmbio CVT. Ele se mostra inteligente o suficiente para trabalhar nas faixas ideais de torque, dependendo da situação em que o veículo se encontra e ainda há a opção de efetuar trocas simuladas de marcha por meio das aletas atrás do volante. O revés dele é o nível de ruído. Muito barulhenta, quando o motorista exige mais desempenho do carro, acima das 3.000 rpm o som proveniente do capô invade bastante a cabine e chega a incomodar. 

Na estrada, o desempenho do City também atende a proposta do segmento, rodando sem muito esforço no limite de velocidade das vias. Neste cenário, a estabilidade e o enrijecimento da direção elétrica se mostram bem atentos à aumentar a sensação de conectividade com o carro.  

Ao final das contas, a Honda consegue oferecer um produto muito bem acertado para o segmento, mas o custo-benefício (como já é de costume na marca japonesa) deixa a desejar. Apesar de ter melhorado timidamente a lista de itens de série, para um carro de mais de R$ 70 mil, a falta de airbags laterais, controle eletrônico de estabilidade e sensores de estacionamento, crepuscular e de chuva são faltas notáveis. 

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