Pouco depois da estreia do motor 1.2 PureTech no Peugeot 208, a Citroën, que também integra o grupo PSA, tratou de adotar o propulsor — indicado como o mais econômico do Brasil pelo Inmetro — em seu hatch de entrada. Assim, o C3 agora passa a contar apenas com as opções 1.2 e 1.6 em seu portólio, aposentando o motor 1.5. Mais do que reduzir o índice de consumo do modelo, a fabricante pretende transformar o C3 na alternativa mais racional para o consumidor.

Proposta do C3 com motor 1.2 é economia e bom recheio (versão Tendance)
MAIS:
Comparativo entre o C3 e o 208 1.2 PureTech
Surgem imagens da nova geração do C3
 

O motor 1.2 PureTech tricilíndrico é exatamente o mesmo utilizado no Peugeot 208, e é importado da França. Entre os destaques tecnológicos estão: sistema que dispensa gasolina nas partidas a frio, variador de fase dos comandos de válvulas, bomba de óleo variável e sistema de arrefecimento duplo (um no bloco, um no cabeçote).

Segundo a Citroën, o motor entrega 32% mais economia de combustível em relação ao antigo 1.5. Em nossos testes, contudo, a vantagem ficou em 11%, com uma média ponderada entre cidade e estrada de 11 km/l com etanol (o C3 anterior obteve média de 9,8 km/l). O ganho em economia vem acompanhado de uma perda quase imperceptível no desempenho: a aceleração de 0 a 100 km/h, feita em 13s74, ficou 0s78 mais lenta comparada ao modelo anterior.

Motor PureTech 1.2 substitui o 1.5 na gama da PSA
Na prática, essa diferença é desprezível, já que o torque máximo de 12,9 kgfm é entregue a 2.750 rpm, proporcionando um comportamento ágil ao hatch, sobretudo em percurso urbano. Em rodovias, a terceira e a quarta marchas mais longas conferem boa elasticidade ao carro, permitindo explorar bem os 90 cv gerados pelo 1.2, resultando em viagens confortáveis (embora as retomadas exijam alguma paciência).

Durante o lançamento do modelo, a fabricante apresentou uma pesquisa encomendada à Jato Dynamics, empresa especializada em análise de mercado, que exibiu os gastos que o consumidor tem com o Citroën C3, comparando-os com os de seus concorrentes.

Teste completo na edição #273 da CARRO
Com base nesse estudo, a Citroën defende que, numa conta que inclui preço (no caso, o da versão de entrada, Origine, de  R$ 46.490), consumo, seguro, revisões e pneus, o consumidor gastaria R$ 0,56 por dia para manter o C3 durante 36 meses (ou 30.000 km), o menor índice incluindo outros 12 rivais.

Esse será o mote da campanha de lançamento do C3 1.2. Na versão topo de linha, a Tendance, avaliada aqui, outro trunfo será o nível de equipamentos, que une itens exclusivos — como a moderna central multimídia e o parabrisa panorâmico, ao preço competitivo de R$ 52.690. Vale a pena pensar nele.

Newsletter

Newsletter

Quer ficar por dentro das noticias da Revista Carro em primeira mão?

Receba grátis!

Obrigado!

Pin It on Pinterest

Share This