Competidores:

Chevrolet Cobalt 1.8 LTZ: É a opção mais acessível de sedã automático na linha Chevrolet com motor 1.8. 

Por quê? Ele é grande, tem o maior porta-malas, espçao interno de sobra e o maior propulsor so grupo reunido aqui. Ainda assim, é mais barato que o HB20S.  

Chevrolet Cobalt

Fiat Grand Siena Essence: Com câmbio robotizado, a versão avaliada aqui custa R$ 44.887. 

Por quê? O excelente preço inicial, a lista de equipamentos e o motor potente o credenciam à disputa, mesmo com a transmissão robotizada. 

Fiat Grand Siena Essence

Hyundai HB20S Premium: Versão topo de linha do modelo, com motor 1.6 16V e câmbio automático de 4 marchas ele custa R$ 52.795. 

Por quê? Ele busca repetir no segmento o mesmo sucesso do hatch. 

Hyundai HB20S

Renault Logan Expression: O sedã automático mais barato do Brasil. Parte de R$ 41.250. 

Por quê? Apesar da simplicidade do acabamento interno, conta com ótimo custo-benefício. 

Renault Logan Expression

VW Voyage Highline I-Motion: É a opção mais equipada do Voyage e conta com ar-condicionado de série. O câmbio, assim como o Grand Siena, é o automatizado ASG. 

Por quê? ?Referência no segmento dos sedãs, ele é uma bênção com câmbio manual. Mas e com o robotizado, como ele se sai? 

Volkswagen Voyage Highline I-Motion

O computador de bordo marca 4 km/h de média. O consumo? 2 km/litro! À frente, há um mar de luzes de freios na fila de carros quase infinita. A perna esquerda já está cansada de pisar na embreagem. Você olha para a fita de Nosso Senhor do Bonfim pendurada no retrovisor e pede que Deus lhe ajude a comprar um carro com câmbio automático em breve. Bom, se a tendência do trânsito é piorar a cada dia na sua cidade, pelo menos a chance de você ter um automático é bem maior hoje. 

Prova disso é a grande variedade de modelos desse tipo à venda. Dos 17 sedãs do segmento B, nove oferecem alguma forma de dar mais conforto à sua vida no trânsito. A última novidade é o HB20S, versão sedã do desejado HB20, que traz, logo no lançamento, duas versões com câmbio automático, a Comfort Style 1.6, por R$ 50.295, e a Premium, topo de linha, que sai por R$ 52.795. Para encarar os rivais mais vendidos neste segmento com caixas automáticas ou robotizadas, escalamos o HB20S Premium, o modelo mais caro deste comparativo. 

Com motor 1.6 de 128 cv, o Hyundai encarou o Chevrolet Cobalt 1.8 LTZ, sucesso de vendas da GM que se vale do excelente espaço interno, bom porta-malas e do câmbio automático de 6 marchas para conquistar quem tem R$ 52.290. O Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V também vem para a briga apostando na manutenção barata e no bom espaço interno por convidativos R$ 44.887. No entanto, o câmbio é o Dualogic, robotizado. Mesmo exemplo seguido pelo Voyage Highline, que sai por R$ 49.330 na versão mais sofisticada com o câmbio I-Motion, também robotizado. 

A Renault comparece com o seu Logan Expression automático que tem, de longe, o melhor custo-benefício do mercado. Não à toa, ele é o preferido dos taxistas e frotistas que acham uma pechincha os R$ 41.250 pedidos por ele, com câmbio automático “de verdade”.

Analisando os candidatos à sua garagem, vale a pena considerar que quem procura um sedã deseja bom espaço, versatilidade, gosta de usar o mesmo carro pra trabalhar e para curtir uma viagem com a família. Entre os concorrentes, o mais conservador é o Cobalt LTZ 1.8. Não apenas pelo visual menos ousado, mas pelo conjunto da obra. Ele cumpre bem a tarefa de abrigar sua família, com excelente espaço interno, principalmente nos bancos traseiros, e é dono de um amplo porta-malas, com capacidade para 562 litros. 

Para quem tem família grande, o Chevrolet é uma opção mais que interessante. No entanto, o seu motor 1.8 deixa a desejar. Apesar da cilindrada, dispõe  de apenas 108 cv, menos do que a maioria dos rivais 1.6. Já o câmbio merece elogios, pois trabalha bem, em detrimento do “parceiro”. A caixa de 6 marchas se dá melhor com motores mais modernos, como o 1.8 do Cruze ou o 1.6 do Sonic. Nas provas de desempenho, ele só ficou na frente do Reanult Logan.

A bordo, ele peca bastante na posição de dirigir. Motoristas com mais de 1,80 m podem se incomodar com a altura excessiva dos bancos e com as regulagens limitadas de altura do assento e da posição do volante. Se você tiver mais de 1,90 m, então, a experiência se torna um calvário, pois do alto, você percebe que o painel é baixo demais, assim como os puxadores das portas e os retrovisores.

O acabamento interno pode não ser considerado decepcionante, mas está longe de ser uma referência. Quando você lembra que pagou mais de R$ 50 000 por ele, acaba tendo uma leve sensação de decepção, afinal, quando você entra em um Prisma, que custa R$ 17 000 a menos, vê praticamente o mesmo conjunto. Será que os admiradores dos sedãs não desejam algo mais refinado? O Cobalt também é pródigo na revisões: os R$ 1.120 cobrados pelas manutenções até os 30.000 km resultam em R$ 524 a mais que as revisões do estreante HB20S.

Em compensação — e isso é motivo para se contentar —, o modelo traz de série quase tudo que você espera de um sedã por esse preço. Há duplo airbag, freios ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, MP3 player com Bluetooth e entrada USB, sensor de estacionamento e rodas de liga leve aro 15”. Poderia ter bancos de couro? Sim, mas nenhum dos rivais oferece. E teto solar? Claro, como opcional. E o sistema multimídia MyLink, do Prisma? Também é oferecido à parte. 

Mas a vocação dele é agradar às famílias, e não apenas os seus donos. Por isso, o Cobalt ficou em 4º lugar, logo atrás do Fiat Grand Siena, carro que apresenta algumas características do Cobalt. Ele também exibe um bom espaço interno, uma posição de dirigir aceitável, apesar da falta de ajuste de distância do volante, e não vacila na hora de acomodar as bagagens, com capacidade para acomodar até 510 litros no porta-malas. Ele ainda vem equipado com um motor 1.6 16V com 117 cv, suficiente para animar até os mais exigentes. 

Quer dizer, em termos. Não é segredo para ninguém que esse motor não responde tão bem em baixas rotações, tanto que o consumo urbano registrado pelo sedã da Fiat foi um dos piores deste comparativo, com 6,4 km/litro. Mas, em compensação, aqueles que apreciam uma condução mais esportiva certamente gostarão de perceber o propulsor “encher” rapidamente e com vigor a partir das 2.500 rpm.

O grande vilão do conjunto é o câmbio Dualogic. Além de requerer adaptação por parte do motorista, devido aos “soluços” a cada troca de marchas, ele ainda rouba um pouco de desempenho nas acelerações e custa R$ 2 482. Mas temos de reconhecer: nos congestionamentos, ele proporciona o mesmo descanso à perna esquerda que uma caixa automática.

O preço do Fiat também merece destaque, já que ele sai por R$ 44.252. Mas, entre os seus itens de série, faltam sensor de estacionamento (R$ 639), vidros elétricos traseiros (R$ 470), borboletas para as trocas de marcha, volante revestido de couro (R$ 671), MP3 player com Bluetooth e entrada USB e retrovisores elétricos (R$ 1.466, o conjunto). Equipado assim, seu preço vai a R$ 47 498, o que também não parece tanto, ainda mais se comparado com os rivais. Pode-se até investir um pouco mais e equipá-lo com teto solar (R$ 3.041) e sensores de chuva e crepuscular, além do retrovisor eletrocrômico, que saem por R$ 736.

O custo das manutenções também agrada. As duas primeiras revisões (até 30.000 km) saem por R$ 768, bem mais em conta que as do Chevrolet Cobalt, mas ainda acima do que é cobrado pelo mesmo serviço no Hyundai HB20S. Este, além de ter revisões que custam apenas R$ 596 até os 30.000 km (sendo que nas duas primeiras a mão de obra é grátis), ainda conta com garantia de 5 anos, enquanto Renault e Chevrolet oferecem 3 anos, e Fiat e VW apenas 1.

Mas, se agrada no pós-venda, o Hyundai é o mais caro para adquirir. Ele custa R$ 53 995 e traz, como única diferença nos itens de série, o ar-condicionado com desodorizador de ambiente. Não se pode esconder que você também está pagando pelo design, pelo bom conjunto motriz e, principalmente, pelo frescor da novidade, do que a Hyundai se aproveitará, afinal a fila de espera já é de 90 dias por um carro que só chega às lojas em 20 de abril. 

Não esqueça também que nele você tem a melhor posição de dirigir e o acabamento que transmite a sensação mais agradável a bordo. Isso, porém, vale apenas para quem viaja na frente. Os ocupantes da traseira provavelmente não ficarão tão encantados com o sedã da Hyundai. Não que eles fiquem espremidos, mas o espaço para as pernas é menor do que em rivais como Logan e Cobalt, e para a cabeça, a vida também não é o paraíso.

Mas não foi só graças a essa conjunção de fatores que ele foi o melhor dos automáticos entre os sedãs compactos. Mesmo deixando a desejar em itens como espaço interno, preço, capacidade do porta-malas e, sobretudo, no comportamento da suspensão com o automóvel carregado, o HB20S conseguiu se destacar nas provas dinâmicas, de desempenho e até mesmo no consumo médio. 

Com seu motor 1.6 16V de 128 cv ele conseguiu acelerar de 0 a 100 km/h usando 1s a menos que o segundo colocado. Já nas retomadas, não teve para ninguém. Graças ao câmbio automático bem ajustado (apesar de contar com apenas 4 marchas), ele se saiu muito bem, superando todos os concorrentes. 

Quem o dirige tem prazer sem dificuldades. As reações dinâmicas são louváveis e ele exibe estabilidade digna de alguns hatches. No entanto, quando carregado com peso acima de 200 kg (ou 3 adultos) é bom tomar cuidado com o comportamento da traseira. A fabricante bem que poderia adotar uma calibragem mais macia. 

Mas, enquanto o HB20 deu show na pista e na manutenção, e deixa a desejar com relação ao espaço interno, ao porta-malas com capacidade para apenas 450 litros e ao preço salgado, o Renault Logan é a sua antítese. 

O sedã de origem romena fabricado no Brasil é o que menos se preocupa com desempenho. Mesmo com um aceitável motor 1.6 16V de 113 cv, falta eficiência ao câmbio, que, apesar de possuir as mesmas 4 marchas do HB20S, se difere muito pela “preguiça” ao trabalhar, o que acaba prejudicando o desempenho do veículo.  

Em compensação, ele é R$ 13.095 mais barato que o Hyundai HB20S. Mas se as virtudes de um são os pecados do outro, eles poderiam se equivaler, certo? Nada disso. Se os carros fossem dirigidos por robôs, frios e sem emoções vá lá, mas quando você assume o volante do Logan e, em seguida, o do HB20S, a diferença de R$ 13 095 parece pequena. 

O acabamento do Renault é simples ao extremo, do desenho aos materiais utilizados, incluindo a disposição dos instrumentos. Nessa versão, a alavanca do câmbio é tão grande que até atrapalha o manuseio do ar-condicionado e do rádio. Os bancos são altos demais na frente e a amplitude das regulagens é pequena. Pelo menos, ele oferece muito espaço no assento traseiro e o seu porta-malas é mais que generoso.

Já a manutenção vai na contramão do sugerido pelo preço do carro. A Renault cobra R$ 1.044 pelas revisões até os 30.000 km, quase R$ 500 a mais que a Hyundai. As peças não são baratas, mas pelo menos isso você pode checar antes de trocar, no site da fabricante. O Logan também não empolga no consumo, já que registrou 5,1 km/litro na cidade e não passou de 9,4 km/litro na estrada.

Já o VW Voyage também não brilhou no consumo de combustível, com média de 6,8 km/litro na cidade e de 10,5 km/litro na estrada. Mas é bom lembrar que ele foi o campeão do último embate entre os três-volumes com câmbio manual realizado pela Revista Carro, e é uma boa opção caso você procure um carro na faixa de R$ 40.000 a R$ 50.000.

O problema surge na hora de equipá-lo no mesmo nível dos concorrentes. Aí, o preço ultrapassa os R$ 50.000 e, cá entre nós, um Voyage não tem status para tanto. Menos mal que a versão Highline, que substituiu a Comfortline, já traz ar-condicionado de série. Além disso, a chegada do HB20S também tirou dele a “lanterna” na classificação dos porta-malas de sedãs compactos, já que, com seus 480 litros, o VW supera o do Hyundai por 30 litros. O espaço traseiro, que também nunca foi um dos destaques do sedã derivado do Gol, também parece maior, quando comparado ao do HB20S. Contudo, tudo indica que o Voyage precisará passar por uma revitalização em breve, já que, ao lado do novo Hyundai, as formas conservadoras do Voyage parecem ter envelhecido subitamente.

Em termos de desempenho, o VW não manteve a vanguarda, mas apesar de ofuscado nas acelerações, dinamicamente, ele é o sedã que se apresentou mais equilibrado e o que menos sofre com excesso de peso na traseira. 

No fim das contas, nos resta acreditar que foi o câmbio robotizado que lhe tirou a vitória. Afinal, o conjunto que equipa o Voyage não é o mais moderno disponível no mercado e o carro bem que merece uma caixa mais evoluída. Levando-se isso em consideração, o segundo lugar obtido pelo três-volumes da VW pode até ser comemorado como um triunfo.

Nossa conclusão 

1º Hyundai HB20S Premium automático – Média: 7,3  

Ele venceu mais por suas qualidades dinâmicas e por seu refinamento de construção do que pelo que você esperara de um sedã. Apesar de ser pequeno — até apertado no banco traseiro — e o mais caro entre os concorrentes, o bom motor, o câmbio e os equipamentos garantiram a sua vitória apertada. 
 
Pontos positivos: acabamento, motor, design, garantia e manutenção
Pontos negativos: preço 
 
2º Volkswagen Voyage Highline I-Motion – Média: 7,2
 
Se contasse com um câmbio melhor, venceria a disputa. Ele é o mais equilibrado em espaço interno e prazer de dirigir dos cinco, e mesmo não sendo muito barato, principalmente com alguns equipamentos a mais, é o que transmite a melhor sensação de qualidade ao volante. Se você se acostumar com o I-Motion, é uma opção considerável. 
 
Pontos positivos: dirigibilidade, comportamento e construção
Pontos negativos: câmbio e preço de opcionais 
 
3º Fiat Grand Siena Essence Dualogic – Média 7,1
 
Ele é espaçoso, tem uma suspensão confortável e ainda exibe bons valores de manutenção. Seu motor consome muito, mas, pelo menos, anda bem. A exemplo do VW, o que complica a vida do dono de um Grand Siena é a adaptação ao câmbio robotizado. 
 
Pontos positivos: espaço, posição de dirigir, preço e manutenção
Pontos negativos: torque do motor, câmbio e consumo 
 
4º Chevrolet Cobalt 1.8 LTZ automático – Média 7,0 
 
Ele tinha tudo para ficar entre os primeiros, em função do espaço interno e do bom câmbio de 6 marchas, o único da categoria. No entanto, não há como fazer vistas grossas para o acabamento simples, o visual simplista e o motor antigo, que o prejudicaram em desempenho e consumo, itens decisivos para lhe garantir uma posição melhor.  
 
Pontos positivos: espaço interno, câmbio, porta-malas, equipamentos
Pontos negativos: manutenção, motor 
 
5º Renault Logan Expression automático – Média 6,8 
 
É o “automático do povo”, o único que custa menos de R$ 41 000, mas poderia tratar melhor da própria imagem. Além do visual pouco atraente, por dentro ele também não encanta. O conjunto motriz decepcionou e o acabamento é bem inferior, quando comparado ao dos demais. Vale pelo preço, e só.
 
Pontos positivos: espaço interno, preço 
Pontos negativos: acabamento, desempenho, consumo de combustível, visual
 
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