Os recursos para ajudar na mobilidade em grandes cidades crescem cada vez mais. Entre essas iniciativas estão os aplicativos de compartilhamento de carros, mais populares em outros países, que começam a ganhar espaço no Brasil.

Segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o brasileiro gasta, em média, 40 dias no trânsito para se deslocar em atividades como trabalho, consultas médicas, estudos e lazer.

Para poupar o motorista de passar tanto tempo na direção, aplicativos e sites já permitem que proprietários cadastrem seus veículos e os “emprestam” para outras pessoas. Nesta modalidade, o proprietário do veículo disponibiliza seu carro para que algum usuário do aplicativo use, então, a partir do momento que o carro está locado para esta pessoa, tanto a empresa intermediadora, quanto o proprietário do veiculo ganham em cima desta locação, sendo que empresa da toda a segurança para ambas as partes. A Parpe atua dessa forma em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Florianópolis.

Existe também a modalidade em que companhias alugam veículos de sua própria frota. A Vamo trabalha em Recife, A Zazcar atua na cidade de São Paulo, assim como a Urbano, porém essa trabalha com carros elétricos.

 

Em 2009 a Zazcar iniciou o trabalho de compartilhamento com apenas 05 carros, porém em 2016 a empresa se relançou no mercado com 130 veículos disponíveis. Segundo o diretor de operações, Guilherme Mosaner, o fato de a empresa ter conseguido desenvolver seu próprio aplicativo ajudou na manutenção e independência do negócio, além de ampliar seu sistema na implementação do aplicativo de compartilhamento na cidade.

São cerca de 40 mil usuários cadastrados no app e cada carro é compartilhado por pelo menos 12 pessoas. Mosaner ressalta que o intuito não é tomar espaço de outras modalidades de mobilidade urbana, mas sim levar ao público uma opção coerente a suas necessidades: “Nós levamos ao nosso usuário a seguinte pergunta: quantas horas você precisa do carro por mês?”.

Hoje a Zazcar só trabalha com uma frota de Ford Ka de câmbio manual. Eles ficam espalhados em estacionamentos do centro expandido de São Paulo, mas pretende ampliar seu território de atendimento até a região metropolitana. São quatro planos que cobram por hora de uso mais adicional de centavos para km rodado.

Assim como na maioria dos apps de car sharing, no aplicativo da empresa, o usuário se cadastra ao enviar os dados (CPF, nome completo, endereço, uma selfie e foto da carteira de motorista) e desde que seja aprovado, o motorista finaliza ao registrar um cartão de crédito para cobrança dos valores, bem parecido com aplicativos como o da Uber e 99 Taxi.

De acordo com a consultoria Frost & Sullivan, 110 mil carros são compartilhados por sete milhões de pessoas em todo o mundo, marca que deve chegar a 25 milhões de usuários até 2025.

Apesar do crescimento mundial nos últimos anos, fatores estruturais, direto ou indiretos são pedras no caminho dos carros compartilhados aqui em nosso país. O investimento alto é atrapalhado pela taxa de juros nacional, que é maior comparado ao mercado europeu.  Além de que, para a inclusão de carros elétricos na frota é preciso que o Brasil se adapte a esse tipo de veículo, como por exemplo, mais pontos de recarga e modelos com valores mais acessíveis.

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