O VW CrossFox pertence a um segmento que, após virar moda há algum tempo, anda meio esquecido: o dos aventureiros. Para a versão 2014, pouca coisa mudou, mas as novidades são boas. A começar pelo visual, que incorpora o estilo que está sendo adotado nos demais modelos da Volkswagen pelo mundo.
Além disso, o argumento de que quem gosta de aventura prefere um veículo mais robusto e sem “perfumarias” não serve no caso do CrossFox. Afinal, o modelo traz alguns mimos interessantes, graças, principalmente, à adoção de uma nova arquitetura eletrônica, que permitiu a introdução de mais recursos.
Já o câmbio robotizado I-Motion consegue trabalhar melhor sobre estradas de terra do que no trânsito urbano, já que o anda e para faz a caixa produzir os conhecidos “soluços”. Mas basta habituar-se com o sistema para contornar esse comportamento. E aqueles que desejam um pouco mais de liberdade podem trocar as marchas pelas borboletas atrás do volante ou pela alavanca.
O fato de o veículo ser um pouco mais alto que o Fox convencional faz com que as reações do CrossFox sejam um pouco menos ágeis, com alguma rolagem da carroceria em curvas mais rápidas. Isso, porém, é de se esperar, devido ao acerto diferenciado de suspensão e aos pneus de uso misto adotados nesta versão. Mesmo assim, a suspensão é muito bem acertada e não faz as viagens — sejam elas sobre asfalto ou fora dele — serem desconfortáveis.
Na parte interna, a grande novidade ficou por conta do novo sistema de som (opcional), que agora é integrado ao painel. As informações do rádio também podem ser vistas no quadro central do painel de instrumentos.
Outro recurso interessante é que, quando se aciona a marcha a ré, o visor do rádio passa a exibir o sensor de estacionamento, com um um gráfico que mostra a distância do veículo até o obstáculo. É uma versão aprimorada do sistema apresentado primeiramente nas linhas Gol e Voyage.
Em sua versão 2014, o VW CrossFox ganhou poucas novidades, mas suficientes para serem consideradas uma atualização do modelo, e não apenas a simples mudança de linha. E, sem dúvida, podem influenciar na hora da compra.
Conclusão: 7,3
As novidades são interessantes e acrescentam valor ao modelo, mas ele ainda tem limitações. O câmbio I-Motion, ao mesmo tempo em que ajuda, faz as reações ficarem mais lentas. Para uso misto (cidade e terra) é uma boa opção. – Rafael Munhoz
Nossas medições
Aceleração 0-100 km/h 14s1
Retomada 60-120 km/h 15s17
Frenagem 80 a 0 km/h (m) 27
Consumo cidade (km/l) 6,8
Consumo estrada (km/l) 10,4
Ruído a 120 km/h em Drive (dB) 67,2
Seu Bolso
Preço (carro testado) R$ 48.797
Desvalorização (1 ano) 8,0 %
Garantia 3 anos
Financiamento (taxa mensal) 1,3 %
parcela (50% de entrada + saldo em 36x) R$ 916,13
IPVA (4%) R$ 1.951
Seguro R$ 2.750
1ª revisão R$ 196
Versão básica R$ 46.067
Dados da fabricante
Motor 4 cil., diant., transversal, flex; Cilindrada 1 598 cm³; Potência 104 cv (E) a 6.250 rpm; Torque 15,6 mkgf (E) a 2.500 rpm; Câmbio robotizado, 5 marchas; Tração dianteira; Comprimento 4,03 m; Largura 1,90 m; Altura 1,60 m; Entre-eixos 2,46 m; Porta-malas 260 l; Peso 1.158 kg.




