Fiat Uno 1.0 com três cilindros supera o de quatro

HECTOR VIEIRA
Da Motorpress, em São Paulo (SP)
31/10/2016 10:16
FIAT UNO 1.0 ATTRACTIVE
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FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
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FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
FIAT UNO 1.3 WAY DUALOGIC
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Foram R$ 2 bilhões investidos pelo grupo FCA (Fiat-Chrysler Automobiles) no desenvolvimento da nova família global de motores, numa conta que inclui a fábrica deles em Betim (MG), e a reestilização da linha 2017 do Uno. E embora não tenha sido possível avaliar o consumo do novo modelo, em termos de desempenho o inédito motor 1.0 de três cilindros já mostrou que o investimento valeu a pena.

Antes de entrarmos em detalhes sobre o motor, visualmente a linha 2017 do Uno teve mudanças muito sutis em relação à anterior. A mais relevante é a grade frontal, que perdeu os três retângulos que adornavam a peça, à direita do emblema da marca, e agora exibe visual mais clássico.

Uno ficou mais ágil com motor tricilíndrico de 6 válvulas

Como adiantamos, é sob o capô que o Uno está totalmente renovado. O motor 1.0 6V tricilíndrico batizado de Firefly (literalmente, "vagalume", em inglês) substitui o veterano 1.0 Fire EVO, de quatro cilindros. Com bloco e cabeçote de alumínio, a novidade tem como principal missão entregar bom torque em baixas rotações e ser mais eficiente.

Para alcançar essas metas, a Fiat optou por uma arquitetura com apenas duas válvulas por cilindro. O argumento é o bom compromisso entre potência e redução de custos, já que só há um comando variável no cabeçote.



Esse comando permite reproduzir parte do ciclo Miller e levar os gases queimados a recircular na câmara de combustão, reduzir as perdas por bombeamento e dar maior eficiência do motor. Além disso, a taxa de compressão de 13,2:1 (a mais alta da categoria) contribuiu para a Fiat obter notas A de consumo com o novo Uno 1.0 no programa do Inmetro, com média de 9,7 km/litro no percurso combinado cidade-estrada.

Direção elétrica também é novidade na linha 2017

Pista da ZF-TRW (Limeira, SP)UNO NA PISTA
A adoção da assistência elétrica na direção e soluções aerodinâmicas (como um defletor abaixo do para-choque frontal) completam a estratégia da Fiat para melhorar o consumo do popular.

Já em relação ao desempenho, a Fiat afima que 90% dos 10,9 kgfm de torque são entregues ao redor das 2.000 rpm. Alia-se a isso o ganho de 2 cv em relação ao anterior (são 77 cv agora), e o resultado é o comportamento notavelmente mais ágil no Uno 1.0. 

Para se ter ideia, o Uno com novo motor superou o antigo por 2s74 na prova de aceleração de 0 a 100 km/h. Mas a mudança mais significativa foi sentida nas retomadas, especialmente na de 60 km/h a 120 km/h em quarta marcha, na qual a diferença entre os dois foi de 12s92.

Como se não bastasse, o nível de ruído (um dos pontos críticos dos tricilíndricos) também mereceu atenção especial dos técnicos, resultando em um índice mais baixo que o do seu antecessor.

Motor 1.0 três cilindros é 2 cv mais potente que o anterior

Além do novo motor, o Fiat Uno 2017 ganhou tecnologias inéditas, como os controles de estabilidade e de tração (oferecidos como opcionais). De série, por R$ 41.840, a versão Attractive conta com ar-condicionado, faróis de neblina e travas e vidros dianteiros com acionamento elétrico. Assim como o ESC, o rádio com entrada auxiliar e conexão Bluetooth e os retrovisores com ajustes elétricos são opcionais. A gama do Uno chega a R$ 53.690.
A reportagem completa está na edição #276 da CARRO