Vendas de veículos caem 19,53% em setembro

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
05/10/2016 18:40
1º - Fiat Palio: 92.087
2º - Chevrolet Onix: 87.725
3º - Hyundai HB20: 78.867
4º - Ford Ka: 69.564
5º - Volkswagen Gol: 63.240
6º - Volkswagen Fox/Cross Fox: 63.198
7º - Fiat Uno: 62.541
8º - Renault Sandero: 58.281
9º - Chevrolet Prisma: 49.830
10º - Toyota Corolla: 49.591
11º - Fiat Siena: 46.695
12º - Volkswagen up!: 41.462
13º - Hyundai HB20S: 40.234
14º - Honda HR-V: 33.183
15º - Ford Fiesta: 32.961
16º - Volkswagen Voyage: 32.955
17º - Honda Fit: 32.855
18º - Ford Ka+: 27.052
19º - Toyota Etios HB: 26.720
20º - Ford Ecosport: 26.357

A Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias, divulgou nesta quinta-feira (5) o balanço de vendas de setembro do mercado automotivo. Segundo a federação, todos os indicativos caíram entre agosto e o mês passado (e também quando comparados aos de 2015). Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves sofreram queda de 19,53% entre setembtro último e o mesmo mês do ano passado.

As concessionárias do país venderam 154.979 veículos em setembro deste ano, enquanto que no ano passado o mês fechou a conta com 192.591 unidades. Em relação a agosto de 2016, o decréscimo foi de 12,98%. Considerando o acumulado dos nove meses do ano, foram 1.458.952 unidades vendidas, o que representa um recuo de 22,46% em comparação com o mesmo período do ano passado (com 1.881.635 emplcamentos).

Sobre o ranking dos carros mais vendidos no país, nenhuma novidade no topo. Chevrolet Onix acumulou 12.592 unidades vendidas, seguido pelo Hyundai HB20 (10.020) e Ford Ka (6.611). O trio repete a configuração do pódio no levantamento acumulado do ano (como você pode observar na galeria acima). Quem já apareceu na lista dos 20 mais vendidos de setembro foi o recém-lançado Nissan Kicks, com 2.368 unidades vendidas (na 18ª colocação). 

Nissan Kicks já acumulou quase 4 mil unidades vendidas

O peso da novidade japonesa fez com que o Kicks fosse o único utilitário compacto entre os seis principais concorrentes a ter uma evolução nas vendas no último mês, alcançando um número acumulado de 4.942 unidades. Todos os outros caíram em setembro, mas o Honda HR-V continua confortavelmente na ponta, com 43.964 unidades emplacadas em 2016 (foram 3.844 em setembro). 

FORNECEDOR COMPLICA VOLKSWAGEN
Entre as fabricantes, você já viu aqui no CARRO ONLINE que este ano o ranking das mais bem sucedidas (ou menos atingidas pela crise, dependendo do otimismo de quem interpreta) terá mudanças significativas em relação ao padrão que vemos no Brasil há anos. A começar pela conquista da liderança neste quesito da General Motors, que de janeiro a setembro vendeu 246.080 veículos, superando a Fiat que acumula 223.980 unidades. 

O quarto lugar, antes "reservado" à Ford, também terá um novo dono este ano. Como antecipamos na semana passada, a Hyundai deve se concretizar na posição até dezembro, com 146.026 unidades vendidas, superando a Toyota (133.915) e a Ford (130.857). 

A Volkswagen, embora tenha garantido seu pódio na terceira colocação das marcas mais vendidas (com 178.714 unidades emplacadas este ano), sofreu um dos piores desempenhos de vendas da sua história em setembro. A marca encerrou o mês na 7ª posição, com apenas 11.786 unidades vendidas (distantes das 28.261 emplacadas pela GM). Contudo, não foi a crise a responsável por esta queda desta vez: o fenômeno está diretamente relacionado com o rompimento do contrato com a Keiper, empresa responsável por fornecer bancos e outros componentes para a fabricante.

Volkswagen teve que interromper a produção de mais de 140 mil unidades

O imbróglio com a Keiper e sua proprietária, a Prevent, se arrasta desde 2015. No final de agosto a Volkswagen, por meio de uma decisão judicial, retirou máquinas de sua propriedade da fábrica da sistemista. A VW alega que, com o atraso no fornecimento de peças, mais de 140 mil carros deixaram de serem produzidos.

Os atrasos da Keiper impactaram também a Fiat, em Betim (MG), mas com menos prejuízo para a marca do grupo FCA. No caso da Volkswagen, o problema é além-mar: O grupo Prevent processou a Volkswagen AG por supostos prejuízos de € 500 milhões após quebra de contratos.