Renault e FCA são acusadas de fraude em emissões

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
16/01/2017 11:38

A crise de emissão de poluentes eclodida após o escândalo do dieselgate da Volkswagen em 2015 continua gerando polêmicas nos Estados Unidos e na Europa. No final da semana passada, o Grupo FCA e a Renault foram alvos dos governos de suas respectivas matrizes (portanto, Estados Unidos e França) por, supostamente, utilizarem mecanismos de fraude em testes de emissões realizados por agências regulatórias. As informações são do site Autoblog

Notícia não citou os modelos envolvidos na acusação contra a Renault

O caso mais recente é o da Renault, que no sábado (14) foi notificada pelas autoridades francesas que seus veículos excediam dez vezes mais o limite tolerável de emissões de dióxido de carbono. Ao que tudo indica, a marca não utilizou um software para enganar os testes, mas sim um hardware, um equipamento à parte para se enquadrar nas regulações. Citando o periódico francês Le Figaro, o site informa que a Renault disse que seus veículos cumprem com todas as exigências regulatórias de emissões.

Jeep Grand Cherokee é um dos acusados a fraudar testes de emissão

Já o Grupo FCA foi atingido pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA, na sigla, em inglês) devido aos seus modelos da marca Ram e Jeep (1500 e Grand Cherokee, respectivamente). De acordo com o órgão, os carros citados continham oito dispositivos auxiliares para controlar as emissões, o que não é necessariamente ilegal, desde que devidamente notificado à agência, o que não ocorreu. 

Caso o conglomerado ítalo-americano não esclareça a função dos controladores de emissão, a EPA deverá acusar a companhia de fraudar os testes de emissões, assim como fez com o Grupo Volkswagen.