Impressões: como se comporta o Argo HGT

REDAÇÃO
De São Paulo (SP)
31/05/2017 14:07

Esta manhã a Fiat divulgou todos os preços e versões do Fiat Argo. Agora, passamos todos os detalhes de como é guiar uma versão que deve conquistar uma legião de fãs: a HGT. Tanto nas versões manual ou automática de seis marchas, o Argo pode surpreender a quem está acostumado com outros modelos da Fiat. O carro é equilibrado, com uma firmeza de suspensão inexistente nos veículos populares da marca italiana.

Transmissão Automática possui seis marchasJá a transmissão manual é de cinco marchas

Mesmo com o ponto H (próximo ao vértice das pernas com a coluna do motorista) e teto mais altos, o Argo aparenta ser um carro mais assentado que o Punto, com pouca inclinação da carroceria, seja em curvas ou em frenagens.

A assistência elétrica da direção tem peso na medida para a proposta do HGT e combina com a ótima pegada do volante coberto por materiais emborrachados. No limite, uma calibração mais permissiva do ESC e a assistência extra da direção (que induz o motorista a virar fazer um leve contraesterço quando necessário, como ocorre no Honda Civic) tornam o Argo o Fiat mais interessante para quem busca prazer ao dirigir.


Mas o câmbio possui engates longos e os amortecedores traseiros, com menos carga (similar aos primeiros HB20), nos faz lembrar que ainda há um bom caminho a percorrer para chegar na excelência no segmento obtida pelo antigo Gol Rallye 1.6 16V. 

O já conhecido motor 1.8 E.TorQ manteve os 139 cv com etanol obtidos com a ajuda do comando de válvulas e coletor de admissão variáveis. Mesmo com os recursos extras, no entanto, o conjunto funciona melhor a partir das 3.000 rpm. E aqui entra a grande vantagem da Fiat ter optado pela caixa automática de seis marchas, que entende rapidamente a intenção do motorista e consegue manter o vigor do Argo, sem a necessidade do condutor pressionar constantemente o acelerador até o assoalho.


A contrapartida vem em um consumo elevado: mesmo com start-stop de série, o Argo HGT automático tirou nota D em sua categoria no programa de etiquetagem do Inmetro/Conpet. Segundo o órgão, a média de consumo do modelo com etanol é de 6,9 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada. Com gasolina os valores são levemente melhores: 10,0 km/l e 12,8 km/l, respectivamente.
Painel possui marcadores digitais únicos na categoria
Por ser uma versão esportiva, é de se esperar que os outros Argo tenham uma maciez mais próxima ao DNA da Fiat. Executivos da marca, no entanto, reforçaram que o modelo ainda assim entregará uma dinâmica superior à concorrência (leia-se HB20 e Onix). O bom espaço interno para quatro adultos pode ser um diferencial do modelo, que conta com uma cabine mais elegante e bem acabada do que outros rivais, como Toyota Etios e Renault Sandero.

As versões mais caras contam com materiais emborrachados nas portas dianteiras e iluminação ambiente por baixo do painel, como no Punto, banco com regulagem do encosto por alavanca (o ajuste milimétrico por comando giratório só é oferecido nas versões com airbag lateral) e o acionador do farol de neblina em um console à parte, do lado esquerdo do volante. Além disso, o Argo HGT avaliado inclui sistema multimídia, monitoramento de pressão dos pneus via ABS e painel com LCD de 7”. Airbags laterais, sensor e câmera de ré, ar-condicionado digital de uma zona, sensor de chuva e crepuscular, chave presencial e bancos de couro, no entanto, são opcionais.