GM confirma o elétrico Bolt no Salão de SP

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
31/10/2016 10:35

A General Motors vai expor no Salão do Automóvel de São Paulo seu novo carro elétrico, o Chevrolet Bolt. Com carroceria de minivan e um estilo próximo ao de modelos convencionais (Honda Fit, por exemplo, só que mais espaçoso, com 2,6 metros de entre-eixos), ele tem como grande trunfo a autonomia de até 380 km com uma única carga nas baterias de íons de lítio, que ficam instaladas sob o assoalho.

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Um dos "truques" para atingir essa distância -- que, segundo a GM, é cinco vezes maior que a rodada diariamente pelo motorista médio -- é a regeneração da energia "perdida" nas frenagens e desacelerações. Em vez de dissipá-la, o Bolt a reaproveita para carregar a bateria. Cada vez que o motorista tira o pé do acelerador, já se está dando carga.

O "abastecimento" do Bolt em estações de recarga (ainda raras no Brasil) pode render 150 km de autonomia com apenas 30 minutos conectados à tomada. O modelo entrega cerca de 200 cavalos de potência e tem torque máximo de 36,7 kgfm, disponível assim que o motorista pisa no acelerador.    

O Bolt começa a ser vendido nos Estados Unidos ainda este ano -- com alguns incentivos governamentais, seu preço final pode chegar a US$ 30 mil (o valor oficial passa de US$ 37 mil). Ainda é caro: o sedã Impala, modelo mais luxuoso da Chevrolet nos EUA, parte de US$ 27.300.

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ENTRE NÓS
"O papel do Bolt no Salão de São Paulo é o de mostrar ao brasileiro a liderança tecnológica da marca Chevrolet na eletrificação de veículos", afirma Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil, em comunicado emitido pela montadora.

Por ora, a chance de o Bolt ser vendido no Brasil (importado de Detroit), é muito baixa: apesar da isenção de alguns impostos para carros elétricos (medida do final do primeiro governo Dilma Rousseff que passou quase despercebida), o preço por aqui ainda ficaria muito alto. E falta infra-estrutura para abastecê-lo fora de casa.