Fomos conhecer o Mini JCW do Rali Dakar

Jörn Thomas
da Alemanha e Wilson Toume, do Brasil
26/02/2017 08:00
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY
MINI JOHN COOPER WORKS RALLY

Ele parece tímido no fundo do caminhão de transporte. Ainda não é possível examinar o carro por completo, mas, mesmo assim, a impressão é a de que se trata de uma “besta amigável”. Trata-se do MINI John Cooper Works Rally, modelo destinado não a motoristas comuns, mas para quem é capaz de se aventurar pelas 12 etapas do Rali Dakar, entre Assunção, no Paraguai, e Buenos Aires, Argentina, passando pelas paisagens áridas a 3.600 metros de altitude na Bolívia. Enfim, um desafio para poucos.

Estamos na Califórnia, local escolhido pela fabricante para apresentar o modelo de competição, que, após ser desembarcado, finalmente pôde ser admirado de perto. Durante a manobra, o ruído similar ao de um motor a jato já chama a atenção, mas não é de se admirar, já que ele possui dois turbocompressores que se encarregam de “empurrar” mais ar para dentro dos cilindros. Assim, apesar de possuir um grande restritor de ar de 38 mm de diâmetro, o MINI JCW Rally disponibiliza 340 cv e 81,6 mkgf para a tripulação, no caso, os americanos Bryce Menzies e Pete Mortensen (copiloto). 

Protótipo de rally ao lado do Countryman que foi usado como base

A missão deste MINI no Dakar não seria fácil, pois o modelo tem um histórico para honrar: seus antecessores venceram o rali mais difícil do planeta entre 2012 e 2015. E, como no modelo precursor, um potente motor turbodiesel impulsiona  este John Cooper Works, em vez do a gasolina da versão convencional.

Com 4,35 m de comprimento e incríveis 2 m de altura (e também de largura), este protótipo possui um engenhoso alojamento sob o piso (tipo gaveta) no qual ficam abrigados os estepes. Antes, eles ficavam na traseira, mas acabavam comprometendo a estabilidade do veículo. Agora, no caso de um problema em um dos pneus, o navegador sai do carro – enquanto o piloto aciona o macaco pneumático embutido – e substitui a roda danificada. Tudo muito rápido, como deve ser em uma competição automobilística.  

O volante possui apenas 3 botões

Poeira só do lado de fora!
Para evitar a entrade de (muita) poeira, a cabine do MINI é quase selada. Na parte interna, é possível ver a qualidade do acabamento, com as partes de plástico reforçado com fibra de carbono à mostra. Resistência a toda prova! A suspensão conta com dois amortecedores ajustáveis por roda e uma generosa tomada de ar sobre o teto garante ar fresco para o interior do carro. É quase triste que a beleza dessa estrutura não esteja visível, mas não se pode esquecer que a MINI disputa essa prova também para divulgar o seu carro de rua. Assim, muitas partes, principalmente na dianteira, são similares às do modelo convencional (mas feitas de plástico com fibra de carbono).

À diferença de outros modelos de competição, nos quais o piloto fica “encaixado” dentro do carro, neste MINI a sensação é de muito conforto. Afinal, é preciso ficar à vontade para encarar longos estágios e superar diversos obstáculos durante a prova. O piloto conta ainda com apenas três botões no volante: buzina, interruptor dos faróis e o controle do computador de bordo. As demais funções do carro (temperatura do motor, pressão do óleo e dos pneus, por exemplo) são controladas pelo copiloto.

Quadro de instrumentos do Mini John Cooper Works Rally

Tem mais: embora destinado a enfrentar obstáculos no fora-de-estrada, o MINI JCW Rally teve sua carroceria desenvolvida em túnel de vento, e os engenheiros cuidaram para baixar ainda mais o seu centro de gravidade, a fim de deixá-lo mais equilibrado. A velocidade máxima é de 185 km/h e seu tanque de combustível tem capacidade para 385 litros, o que lhe proporciona autonomia de 1.000 km, aproximadamente. 

A suspensão foi desenvolvida pela Racing Suspension

Ao acelerar, o ronco emitido pelo sistema de escapamento (desenvolvido pela Akrapovic) é impressionante e combina com o visual que o John Cooper Works Rally transmite. Curiosamente, durante a noite, conduzir esse MINI pode não ser tão agradável. Afinal, em vez de exibir enormes faróis auxiliares no para-choque, o carro possui apenas luzes iguais às do modelo convencional. Questão de marketing.

Confira abaixo os resultados da Mini no Dakar e a ficha técnica do modelo:

Dupla que corria com o Mini ficou em 6º e 7º lugares

Dados de fábrica do Mini JCW de rally