Em crise histórica, mercado despenca 22,8%

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
06/10/2016 14:58

A greve dos bancos e os dois dias úteis a menos que setembro teve em relação a agosto foram alguns dos motivos alegados pela Anfavea, entidade que representa as fabricantes de veículos, para a queda de 3,9% na produção e 13% nas vendas de automóveis. Sob outras perspectivas, porém, a indústria automotiva continua ladeira abaixo, a despeito das polêmicas mudanças impostas no comando do governo federal.

Exportação teve leve aumento, mas não ajudou VW
No acumulado do ano foram fabricados e vendidos, respectivamente, -18,5% e -22,8% do que em 2015 (o levantamento da Fenabrave, que reúne as concessionárias, falou em 19,53% de queda). O tradicional (e pequeno) alívio veio nas exportações e na venda de máquinas agrícolas, mas a melhora ainda é tímida diante da retração histórica da indústria automotiva, que deve retornar aos índices de 2006 este ano.

Tais notícias não afetaram o otimismo, que começou há dois meses, do presidente da entidade Antonio Megale. Para o executivo, o mercado deve retomar o crescimento em 2017, algo que o próprio Megale negava que fosse ocorrer até pouco tempo atrás. A entidade também prevê um alta do PIB brasileiro em 1,5% para o próximo ano, valor que supera o previsto pelo FMI e pelo Banco Central.

Os números divulgados hoje pela Anfavea são próximos aos da Fenabrave, que reúne concessionários e revendedoras. Em ambos os casos, destaque negativo para a queda brusca nas vendas da Volkswagen, reflexo direto de uma crise com fornecedores no Brasil.