Toque de Classe S deixa Mercedes C Coupé refinado

RODRIGO RIBEIRO
De Málaga, na Espanha
22/12/2015 14:05
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
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Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
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Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe
Mercedes-Benz C 300 Coupe

A penúltima geração do Mercedes C Coupé não tinha um visual exatamente inspirado, com uma traseira idêntica à da versão sedã. Não era feio, mas lembrava um Classe C com duas portas a menos, enquanto os rivais tinham desenho diferenciado e mais ousado.

"Nós brigamos para ter uma traseira exclusiva", afirmou Robert Lesnik, diretor de design da fabricante e responsável pelo desenho ousado. E se bateu uma sensação de déjà-vu, ela é proposital. "Fizemos questão de usar as linhas do Classe S Coupé", explica Lesnik. E é bom se acostumar: as mesmas linhas também estarão nos próximos duas-portas da marca, como o E Coupé 2017. 

Traseira inspirada no Classe S atribui estilo exclusivo ao C Coupé

As delgadas lanternas horizontais — que acabaram combinando melhor nas dimensões menores do C — são a maior, mas não única distinção do novo cupê. O modelo é 3,7 cm mais baixo que o sedã e ganhou um capô alongado para reforçar a silhueta esportiva. Até os retrovisores foram redesenhados e agora são fixados nas portas.

Outro ponto fraco do antigo C Coupé no Brasil também será sanado. Em vez de ser vendido com o modesto motor 1.6 de 156 cv, a marca oferecerá por aqui o C 250 (211 cv) e o C 450 (367 cv). A dupla chega em março e julho, respectivamente, mas a alta do dólar dificulta a definição dos preços. Por ser mais exclusivo, o Classe C Coupé não deve custar menos de R$ 200.000 por aqui.

O valor inclui basicamente os mesmos equipamentos do C 250 sedã, mas com alguns itens exclusivos, como os braços elétricos que aproximam os cintos de segurança das mãos de quem viaja na frente. Quem for atrás terá menos mordomia: além do teto baixo para quem tem 1,75 m ou mais, os vidros laterais são fixos.

Interior segue o padrão de refinamento clássico da Mercedes

Como o espaço traseiro em um cupê não é exatamente prioridade, a Mercedes ofereceu um teste pelas estradas de Málaga para jornalistas em duplas. No longo percurso pudemos avaliar o C 300 e o C 400 Coupé com equipamentos e motores que se assemelham aos que virão ao Brasil.

Começamos com o C 300, que repete o motor 2.0 turbo do C 250, mas com potência superior: aqui são 245 cv. O câmbio é o mesmo automático de sete marchas do sedã, com tração traseira.

Ao entrar, não há surpresas: se atrás o visual é exclusivo, por dentro o C Coupé é idêntico ao sedã, incluindo a discutível tela fixada no painel e que não é sensível ao toque, e sim controlada por um seletor instalado no console entre os bancos.

Como na versão três-volumes, o C Coupé oferece diferentes modos de condução, do mais confortável até o mais esportivo. Porém, mesmo no modo mais macio, a suspensão independente de braços superpostos na dianteira, está mais dura e foi rebaixada em 15 mm. 

Relógio analógico é característico da marca

Isso reduziu parte da maciez do Classe C, mas mesmo assim, a rolagem nas curvas é maior que a de um BMW Série 4. A vantagem é sofrer menos nos buracos e valetas tão comuns no péssimo asfalto brasileiro. O câmbio tem funcionamento suave e “conversa” bem com o motor, mas não dá para esperar a rapidez nas trocas de um conjunto de dupla embreagem e nem um ronco vigoroso: em altas rotações, o 2.0 soa um tanto áspero.

A solução pode ser o V6 3.0 turbo do C 450. Nele, a aceleração de 0 a 100 km/h é inferior a 5s, contra 6s8 do C 250. É quase um AMG. Pena que a unidade avaliada tinha tração integral, câmbio de nove marchas e suspensão pneumática, equipamentos que não virão ao Brasil. Com eles, o mais apimentado Coupé “civil” supera com facilidade o Audi S5 Sportback, seu rival mais próximo por aqui.

O frustrante é aproveitar equipamentos como o sistema de concierge, internet embarcada, controlador de velocidade adaptativo e monitor de mudança de faixa, sabendo que nada disso virá ao país. Segundo a Mercedes, problemas com a legislação impedem a homologação de alguns itens.

Mercedes-Benz Classe C Coupé abusa do estilo

Em compensação, sistema de som premium, câmeras com visão 360º e Head Up Display devem equipar o C Coupé quando ele chegar às concessionárias brasileiras, junto do acabamento impecável e do visual agora exclusivo.
A Mercedes não projeta números de vendas para o Brasil, mas o novo C Coupé não deve ser um carro muito comum pelas ruas. A vantagem é que, agora, se você vir um passando por aí, não vai confundir com um C 250 sedã. 

DADOS DE FÁBRICA Mercedes-Benz C 250 Coupé 
Motor: L4, diant., trans., turbo, 16V
Cilindrada: 1.991 cm³
Potência:  211 cv a 5.500 rpm
Torque: 35,7 kgfm a 1.200 rpm
Câmbio: Automático, 7 marchas
Tração: Traseira
Suspensão (d/t): Braços sobrepostos/multibraço
Pneus: 225/50 R17
Carroceria: Cupê médio, quatro lugares
Dimensões (C/L/A): 4,69 m/1,81 m/1,40 m
Entre-eixos: 2,84 m
Peso: 2.020 kg
Velocidade máxima: 250 km/h
Aceleração (0-100 km/h): 6s8