Teste: Toyota Corolla XEI 2018

FERNANDO NACCARI
De São Paulo (SP)
28/08/2017 15:26

Após seguidas reclamações dos consumidores, enfim a linha Corolla recebeu um “plus” em suas versões e traz itens de segurança pedidos pelo público. Entre eles, destacam-se os controles de estabilidade e de tração, assistente para partida em rampas e sete airbags, com destaque para um posicionado abaixo do volante, para proteger os joelhos do motorista.

No entanto, se em segurança o modelo evoluiu, o acabamento interno continua simplório e sem grandes novidades. O famigerado relógio digital permanece, e uma confusa central multimídia ornamenta o centro do painel. É muito difícil parear celulares com ela, seja através da conexão USB, seja por Bluetooth, independentemente do tipo de smartphone utilizado (base Android ou iOS). Isso é algo que a Toyota deve estudar para aprimorar, pois no uso cotidiano, o som tem boa qualidade, os acessos aos seus menus são bastante simples e é compatível com DVD player, CD-R/RW, MP3, WMA e AAC, rádio AM/FM, sistema de navegação (GPS),  TV digital, câmera de ré (com linhas-guia auxiliares), Bluetooth, quatro alto-falantes e dois tweeters.

Tudo o que envolve conforto foi retrabalhado na linha Corolla, não somente no modelo avaliado, o XES. Segundo dados divulgados pela marca, a direção elétrica foi recalibrada quando comparada à antiga geração, deixando-a ligeiramente mais firme. A suspensão também foi erguida em 5 mm, mas por uma boa causa, a adoção de rodas de 17”. Além disso, os amortecedores dianteiros e traseiros têm um novo acerto, deixando o carro mais “comunicativo”, não tão sem graça como era. Mas, estas alterações podem não agradar aos mais conservadores.

O tão esperado controle de estabilidade é integrado à suspensão e só atua caso o motorista exagere em curvas, por exemplo. Com isso, não espere um carro muito diferente no dia-a-dia, pelo contrário, mas saiba que você está mais seguro dentro dele.

O bem-estar a bordo estende-se para o isolamento acústico. Percebe-se que os ruídos internos invadem menos à cabine, graças à adoção de uma camada extra de isolamento na parede corta-fogo e inserção de feltros nos painéis de porta.

Mecanicamente, também nada muda. Continua o bom 2.0 Dual-VVTi 16V de 154 cv e 20,7 kgfm de torque a 4.800 rpm, quando abastecido com etanol. Além disso, permanece o câmbio automático CVT, que simula sete marchas e tem opção de trocas manuais pela alavanca do câmbio, ou por “borboletas” atrás do volante.

O “calcanhar de Aquiles” do modelo japonês, talvez, esteja em seu preço. A versão avaliada, a XEI, tem preço inicial de R$ 103.990, enquanto o seu maior rival, o Honda Civic da geração 10, traz lista de equipamentos maior, melhor conforto e qualidade de acabamento por pouco mais: R$ 105.900.