Teste: Hyundai Creta 1.6 automático

EDISON RAGASSI
de São Paulo (SP)
08/05/2018 16:49

Com desenho exclusivo, o utilitário esportivo (SUV) Hyundai Creta com motor 1.6, atende as necessidades de quem precisa de um carro alto e espaçoso para uso urbano

Em 2012 a Hyundai iniciou as operações da fábrica brasileira, localizada em Piracicaba (SP). Na época produzia o compacto premium HB20 nas versões hatch e sedã. Depois, a empresa coreana investiu no segmento que mais cresce: o de SUVs compactos.

A exemplo do que fizeram as primeiras fabricantes que chegaram no Brasil, como Ford e Volkswagen, que desenvolveram carros como o Corcel e Brasília só em nosso País, a Hyundai não produziu um veículo para cá, mas fez o Creta com desenho exclusivo para o consumidor brasileiro.

Hyundai Creta Pulse Plus 1.6: Motor, câmbio, equipamentos e preço sugerido

Passada a fase de lançamento, a empresa ampliou as opções de acabamento com motor 1.6 de 130 cv (E)/ 123 cv (G) a 6.000 rpm e torque de 16,5 kgfm (E)/16,0 kgfm a 4.500 rpm. Em agosto de 2017, passou a disponibilizar a versão Pulse Plus com câmbio automático de seis marchas.

O preço sugerido é de R$ 89.990, além do câmbio automático, traz de série a central multimídia blueNav, ar-condicionado automático digital, faróis com acendimento automático, vidros elétricos um-toque, câmera de ré e sistema Stop & Go (desliga o motor ao parar no semáforo e volta a ligá-lo ao tirar o pé do freio).

Esta opção mostra-se interessante no uso urbano, já que oferece excelente espaço aos ocupantes e 431 litros de capacidade no porta-malas, sem rebater o encosto do banco.

Os instrumentos do painel são simples, mas de fácil visualização e a central multimídia cumpre bem o papel de auxiliar o motorista a utilizar o smartphone sem as mãos. Aliás, vale ressaltar que o rádio FM já está preparado para sintonizar as emissoras de frequência anterior a 88 Mhz, o espaço que o Ministério das Comunicações oferece para migração do AM.

Impressões ao dirigir Hyundai Creta Pulse Plus 1.6 automático

Em termos de desempenho, o Creta 1.6 automático se mostra bom na cidade, onde se utiliza arranque lento. Tem calibração de suspensão eficaz, o que o faz ultrapassar valetas e lombadas de maneira dócil, sem transferir para os ocupantes as imperfeições da pista. Nestas condições, abastecido com etanol, o teste de consumo mostrou 7,0 km/l.

Na rodovia, ao enfrentar uma pequena subida trafegando a 120 km/h, ocorre redução para a quinta marcha para manter velocidade e a rotação sobe para 3.250 rpm. Isso, naturalmente, faz o motor consumir mais combustível. Fosse um 1.8-litro talvez não houvesse essa redução. A média do consumo em rodovia foi de 10,2 km/l e a PECO (cidade/rodovia) de 8,4 km/l.

Ao comparar com os resultados obtidos em consumo pela versão 2.0 de 166 cv (E) a 6.200 rpm e 20,5 kgfm a 4.700 rpm, a diferença não é grande: 6,2 km/l (cidade)/ 8,5 km/l (rodovia) e 7,2 km/l (PECO).

Para obter estes 36 cv a mais, o comprador precisa acrescentar mais R$ 6.360 e desembolsar R$ 96.350 pela versão Sport 2.0. Para saber se vale a pena é só fazer as contas e ter a certeza de qual será o uso real do carro.

Confira nossas medições e a ficha técnica do Creta: