Teste: Grand Santa Fe

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
22/08/2014 12:00

Hyundai Grand Santa Fe

Lançado no Salão de Genebra de 2013, o Hyundai Grand Santa Fe, versão 22 cm mais longa e com aparência ligeiramente diferenciada em relação ao Santa Fe, chega ao Brasil como substituto do Veracruz. Além do comprimento maior, a versão alongada do utilitário esportivo tem 2,80 m de entre-eixos, 10 cm a mais que o modelo existente no mercado até então — extensão adicional disponibilizada para a segunda e a terceira fileira de bancos, privilegiando o espaço para os passageiros.

Além do espaço adicional bem-vindo para a categoria, o Grand Santa Fe também aposta em uma ampla lista de itens de série para conquistar seus consumidores. Entre seus destaques estão o controle de tração e de estabilidade, seis airbags, sistema multimídia com tela tátil de 7” e navegador, partida do motor por botão, controlador de velocidade de cruzeiro, volante multifunção, revestimento de couro, ar-condicionado automático para a segunda e para a terceira fileira de bancos, freio de estacionamento eletrônico, entre outros. Tudo em uma carroceria com o tradicional visual imponente e ousado da marca.

O visual do SUV agrada. Partida por meio de botão e GPS são itens de série

Mas o Grand Santa Fe não ficou apenas no conforto dos ocupantes: também apresentou desempenho e consumo de combustível satisfatórios, levando-se em conta que ele pesa 1.813 kg, foi concebido para acomodar sete ocupantes com conforto e ainda conta com tração integral e câmbio automático de 6 marchas. Seu motor 3.3 V6 a gasolina de 270 cv e 32,4 mkgf de torque o permitiu acelerar de 0 a 100 km/h em 9s6 (0s6 a mais que a versão para 7 lugares, mas sem a carroceria estendida), e a retomada de 60 km/h a 120 km/h é cumprida em 8s9 (8s4 no modelo menor). E, caso modere no acelerador, o motorista será recompensado com consumo de 6,5 km/l em ciclo urbano e 10,5 km/l em rodovias, médias aceitáveis para o modelo.

Apesar das dimensões que sugerem um veículo cansativo de conduzir, o Grand Santa Fe se mostrou notavelmente equilibrado e agradável de conviver no dia a dia. Sua direção é leve, o pedal do freio tem ótima progressividade, e o sistema responde com prontidão quando exigido, a suspensão mantém a carroceria equilibrada em mudanças de direção, mas não dispensa o conforto e a suavidade ao superar imperfeições nas vias. A posição de dirigir também agrada.

Bancos retráteis são práticos, mas área é limitada. Há ar-condicionado para o local

Quase todos os automóveis têm um calcanhar de aquiles e, no caso do Grand Santa Fe, seu ponto crítico é o preço: R$ 187.900. No Brasil, seus principais concorrentes são Chevrolet Trailblazer, que custa R$ 143.096 na versão V6 a gasolina ou 170.096 na diesel, e Toyota SW4, cujos preços alternam entre R$ 114.050, na versão 2.7 flex de cinco lugares, a R$ 189.600, na configuração diesel com sete lugares.        

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