Teste: Fiat Argo HGT

GUSTAVO DE SÁ
de São Paulo (SP)
14/11/2017 18:23

O Argo marca um novo passo no processo de renovação do portfólio da Fiat. Iniciada com a picape Toro, essa missão ganha uma importância ainda maior devido ao segmento no qual o estreante se enquadra: o dos hatches compactos, que representa quase metade dos emplacamentos no Brasil. Com um histórico de sucesso nessa categoria, a fabricante aposta as fichas no novato para aumentar sua participação no mercado (e, talvez, retomar a liderança).

 Levamos para nossa pista de testes o Argo HGT com câmbio manual. Por R$ 64.600, o HGT dispõe, entre principais itens de série, de controles de estabilidade e tração, sistema de partida em rampas e rodas de liga leve de 16 polegadas. O motor é o 1.8 16V E.torQ Evo VIS, que entrega até 139 cv de potência e 19,3 kgfm de torque, com etanol.

Versão HGT traz apliques de plástico nos para-lamas

No interior, chamam a atenção os recursos da central multimídia Uconnect, que traz tela de sete polegadas sensível ao toque e compatibilidade com sistemas de espelhamento de smartphones. Uma segunda tela no quadro de instrumentos permite visualizar informações como consumo, pressão dos pneus e velocímetro digital, entre outros.

Escapamento tem saída em formato retangular

O volante tem boa empunhadura e acabamento em couro. Os botões que controlam o sistema de som são posicionados na parte de trás e, apesar de escondidos à primeira vista, são bastante práticos de utilizar no dia a dia. Faz falta o controle de velocidade de cruzeiro (piloto automático), item só disponível nas versões com câmbio automático.

Central multimídia tem comandos intuitivos e destaca-se no alto do painel

Amplos, os retrovisores têm ótimo campo de visão e trazem, opcionalmente, luzes em led para iluminar o chão e guiar o motorista ao entrar e sair do carro em locais escuros. A segurança é garantida pelos apoios de cabeça e cintos de três pontos para todos os ocupantes.

Ao volante

O Argo HGT diferencia-se mecanicamente das demais versões pelo acerto mais esportivo da suspensão, que garante boa estabilidade em curvas sem comprometer o conforto ao passar por buracos e terrenos acidentados.

Motor 1.8 produz 139 cv de potência e 19,3 kgfm de torque com etanol

Com assistência elétrica, a direção é leve nas manobras e ganha firmeza com o aumento da velocidade. O ponto negativo é o ruído de vento que invade a cabine além do desejável ao rodar na estrada.

Nas provas de desempenho, o Argo HGT mostrou que não é uma versão esportiva somente no visual. Com etanol no tanque (padrão em nossos testes com motores flex), o compacto levou apenas 9s91 para chegar aos 100 km/h, partindo da imobilidade. As retomadas de 40-100/60-120/80-120 foram cumpridas em, respectivamente, 9s66/14s81/10s59. No teste de frenagem e 100 a 0 km/h, o Argo ficou na média da categoria, parando em 41,32 metros.

Com dirigibilidade equilibrada, bom espaço interno e pacote de itens de série generoso, o Argo tem atributos suficientes para definir novos padrões entre os compactos daqui para frente.

Porta-malas tem 300 litros de capacidade

> Confira os números do teste de pista do Fiat Argo HGT