Porsche 718 Boxster: ajuda aí, Papai Noel!

GUSTAVO DE SÁ
de São Paulo (SP)
20/12/2017 20:20

Nova geração do roadster é o presente que eu, você e a torcida do Flamengo gostaríamos de ganhar neste Natal

Para as famílias cristãs, Natal sempre é a época de pensar em fraternidade, generosidade e amor. Reunir-se com a família é muito bom. Ouvir as piadas daquele tio engraçadinho, nem tanto. Mas a hora dos presentes é sempre especial. E, neste ano, não tenho dúvidas de qual agrado gostaria de encontrar debaixo da minha árvore na noite do dia 24 de dezembro: a chave do Porsche 718 Boxster.

O conversível mostra nos detalhes que é carro para ser apreciado por quem senta no banco do motorista. O volante não tem nenhum botão de ajuste de som ou computador de bordo – o controlador de velocidade de cruzeiro é posicionado em uma haste abaixo do comutador de farol. A posição de dirigir é exemplar, com bancos, pedais e volante perfeitamente alinhados.

O motor é central-traseiro de cilindros horizontais opostos (boxer), o primeiro 2.0 turbo quatro cilindros na história do Boxster. São 300 cv de potência a 6.500 rpm e 38,7 kgfm de torque entre 1.950 e 4.500 rpm. O câmbio é o eficiente PDK, automatizado de dupla embreagem. As trocas são feitas de maneira quase imperceptível e a transmissão escolhe a marcha ideal para cada situação, tornando praticamente dispensável o uso das aletas atrás do volante.

Na pista de testes, o modelo acelerou de 0 a 100 km/h em 4s6 – para efeito de comparação, o Audi TTS Roadster, que também tem motor 2.0 turbo, fez a mesma prova em 5s0. As retomadas de 40-100/60-120/80-120 km/h foram cumpridas em, respectivamente, 4s2/4s6/3s2. De acordo com a Porsche, o modelo alcança a máxima de 275 km/h.

Com o motor menor e a ajuda do sistema start-stop, o Boxster não cobrou o preço do desempenho no consumo. Registramos médias de 7,4 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada. A 120 km/h, em sétima marcha, o motor sussurra a baixas 2.000 rpm. Na hora de parar, o modelo estancou em apenas 33,7 metros.

Não há porta-objetos na cabine, exceto pelos pequenos nichos nas portas. Os encostos dos bancos podem ser basculados por meio de uma alavanca, mas o ato é quase em vão: uma bolsa pequena é o máximo que cabe por ali. Para levar malas, há um compartimento sob o capô, de 150 litros, e outro na traseira, de 125 litros.

Ar-condicionado digital de duas zonas de temperatura, retrovisores eletricamente rebatíveis, sensor de estacionamento traseiro, sensor de chuva, central multimídia com GPS, seis airbags, rodas de 19 polegadas e faróis de xenônio com luzes diurnas em LED vêm de série, por R$ 374.000. Se o ‘bom velhinho’ for leitor da CARRO, já sabe como me fazer feliz no fim deste mês. Ajuda aí, Papai Noel!

> Confira os números do teste de pista do Porsche 718 Boxster: