Caro, câmbio CVT ficou bom no Nissan March 1.6

WILSON TOUME
Da Motorpress, em São Paulo (SP)
03/09/2016 13:40
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017
NISSAN MARCH SL 1.6 CVT 2017

Da mesma forma que o sedã Versa, o Nissan March passou a contar com a opção de câmbio CVT (automático, continuamente variável) como principal novidade. Disponível apenas para as configurações com motor 1.6, a caixa é inédita no segmento e era conhecida, até então, por equipar modelos como Jeep Compass, Renault Fluence, Toyota Corolla e o sedã médio Sentra, da própria Nissan. Ou seja, modelos mais requintados e voltados ao conforto.

Assim, poderia parecer contraditório disponibilizar um câmbio desse tipo em um modelo compacto, mas a Nissan decidiu apostar -- e o resultado é muito bom.

March 2017 não teve mudanças além do novo câmbio
Antes de prosseguir, porém, vale dizer que, exceto pelo câmbio, o March 2017 não traz outra grande novidade. A versão avaliada foi a SL, a mais sofisticada da gama, com ar-condicionado automático, central multimídia com tela de 6,2" e conexão Bluetooth, entrada auxiliar e acesso à internet (embora não seja capaz de espelhar smartphones), computador de bordo, volante multifunção, entre outros itens.

O acabamento é adequado para um veículo dessa categoria, com abundância de peças plásticas aparentes, mas todas com encaixe perfeito. A exceção ficou por conta do painel da porta do lado do passageiro, que apresentou rangidos ao trafegar por ruas com asfalto mais castigado. Não foi nada, porém, que pudesse prejudicar o conforto a bordo.

Modelos do mesmo porte têm, no máximo, câmbio robotizado
SUAVE E SILENCIOSO
Mas o que impressiona mesmo nesse March é o seu desempenho, graças ao câmbio CVT. Ele ganha velocidade de maneira muito suave, principalmente ao trafegar no trânsito urbano. Aliado ao novo revestimento que absorve os ruídos indesejáveis com mais eficiência, a impressão é que a cabine do March é bem mais confortável do que as suas pequenas dimensões sugerem.

Valor da versão topo (SL) com esse câmbio passa de R$ 58 mil
Na pista de testes, o compacto exibiu desempenho satisfatório, marcando 10s72 na aceleração de 0 a 100 km/h -- e a mesma avaliação vale para o consumo de etanol: 9,1 km/l na média. O pequeno Nissan deixa a desejar apenas na autonomia (373 km), prejudicada pelo tanque de combustível com capacidade para apenas 41 litros.

O preço do câmbio é outro aspecto que não agrada. Afinal, R$ 58.390 por um compacto com motor 1.6 (sem contar a pintura metálica, que custa mais R$ 1.150) é muito dinheiro. A seu favor, esse Nissan March CVT conta com o fato de seus principais concorrentes com motorização e câmbio semelhantes se situarem na mesma faixa de preço, sem oferecer tanto conforto ao rodar.